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quarta-feira, 1 de julho de 2009

The woman of my dreams.

The woman of my dreams does not belong to my dreams only. She is real. She makes part of my life and, because of it, my life has been a dream.
It is not the case of beauty, intelligence or something else (but it could be). The point is: how good it is to know that, more than a lover or a girlfriend, I have a partner to share good and bad moments, to help me, to incentivate me, to pay attention to me. My dreams were never so interesting as my life is since she appeared.
I try to be as a partner and a friend as she is. Love was constructed step by step, day-by-day, and nowadays, I really hope that she looks at me as a man that she can count on.
I always had the woman of my dreams far away from my real life, as an untouchable being. Today, we are close and my life is much happier than every dream that I had.

The main characters of "A streetcar named desire" (Blanche Dubois) and "Death of a salesman" (Willie Loman) and their insanity.

By marring, Blanche intends to escape from poverty. But because of chilvaric southern gentleman savior and caretaker she hopes will rescue her is extinct. She has no possibility of future happiness. But there is Mitch. Blanche sees him as her last chance for contentment, even though he is far from her ideal of man. Stanley's relentless persecution of Blanche foils her pursuit of Mitch as well as her attempts to shield herself from the harsh truth of Blanche's situation. Stanley himself talkes the final stabs at Blanche, destrying her sexual and mental steem by raping. She creates the image of a rich man who will be coming to save her from poverty. At this time, she is insane. She is also commited to an asylum. In the end, she allows herself to be led by a doctor, in total dependence of men.
Willie Loman believes in what he considers the promise of the American dream: hard work as the key to success. he believes that man in business can acquire what modern American life has to offer. This is his fixation. However, Willie's interpretation of it is superficial and his blin faith in his version of the American dream is the responsible for his psycological decline. After this, he seems to be unable to accept the disparity between the dream and his own life.
Blanche Dubois progressively loses touch with reality because of her uncontrolable idea of escaping from poverty by marring. After being raped, she gets insane and she "marries" the doctor of the asylum. At the same time, Willie Loman gets insane because of his personal interpretation of the American dream. he believes somuch in it that, in the end of "Death of a salesman", there is no difference between dream and real life for him.

The feelings between George and Martha in "Who's afraid of Virginia Woolf?"

George is a 46-year-old member of the history department at New Carthage University. Martha is the 52-year-old daughter of the presidente of New Carthage University. They are married. Their marriage, once a loving relationship, became something defined by sarcasm and frequent acrimony. One of the reasons for it is George's aborted academic carrer.
They prefer to project false images of themselves in public situations. However, these images are created not only for their friends or neighbords but for each other as well. Because of George's apparent lack of success at his job (as it was said before), these false images are created to hide this problem. There is the idea of private and public images in marriage. George and Martha are a good example of it.
When the play was published, many americans considered success to be measured by having one own car, house, dog, kids. This concept was spread out and it often hid real problems. In "Who is afraid of Virginia Woolf?", Eduard Albee tries to reveal what happens in a marriage that is not public. George and Martha were a loving couple. As time goes by, they become a couple with "games" in which one tries to reduce the other.

Análise do poema de Augusto de Campos "psiu" (1965)





O poema "psiu", de Augusto de Campos, traz aspectos concretistas para focar na palavra que dá título ao poema de duas formas: A primeira pode atenção. Quando alguém diz "psiu", está chamando alguém, está pedindo a atenção de alguém. No caso, pede-se a atenção do leitor para os recortes de imagens da mídia que modelam o poema. O pedido de atenção ganha aqui as pecto de denúncia (da repressão militar). Palavras como "ato", "livre", "dura", "bomba", "vamos falar", "revolução", "América", entre outras, deixam a entender que o poema trata deste período de nossa história.
A segunda possibilidade de interpretação do poema é que, através do "psiu", pedimos para as pessoas ficarem caladas, quietas. Esta passividade, mais uma vez, nos remete à ditadura militar. Porém, aqui, o poema faz o que a repressão ordena. Mas será que faz mesmo? Apesar de, no centro do poema, haver uma boca e um dedo, numa referência ao "cala boca" repressor, as palavras falam por si mesmas. A boca está fechada. Entretanto, são as palavras que parecem gritar, parecem se rebelar. A frase "saber viver, saber ser preso, saber ser solto" diz mais do que qualquer boca. E, por fim, ainda temos o poema no formato de uma bola - uma bola que gira e que pode mudar as palavras num próximo momento.

A sociedade de controle e a heterotopia em Foucault na literatura contemporânea.

A sociedade de controle é a sociedade caracterizada pela revolução tecnológica responsável pela crise do modelo disciplinar anterior (focada em modelar o indivíduo através da vigilância e da punição) e pela atual massificação das informações. Na sociedade de controle, o homem assume o papel de molécula dentro de um determinado fluxo que é controlado pela sociedade. Diferentemente da sociedade disciplinada, onde o indivíduo era moldado de tal forma que ele deixava de ser ele mesmo para passar a obedecer uma "grande ordem", a sociedade de controle trabalha com a idéia de fluxo, com os vários fluxos presentes no cotidiano do indivíduo (no trânsito, em casa, no trabalho, etc.). Através destes fluxos, ela impõe um controle maior, porém deixando o homem acreditar numa possível liberdade que, na verdade, não há.
A heterotopia em Foucault é justamente esta possibilidade de fuga cujo sentido desaparece. Trata-se do concreto, do real, mas com o significado alterado, retirado do padrão. Esta fuga, esta heterotopia Foucaultiana, dentro da sociedade de controle, reflete o que são as chamadas mídias alternativas na literatura contemporânea. Partindo de uma falsa liberdade (o próprio Foucault não percebe, não sente este controle), os escritores, os poetas contemporâneos fazem o uso de mídias que fogem do trivial, do controle, para divulgar suas obras, tendo seu conteúdo influenciado pela mídia a qual sua obra é veiculada.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Letras Tortas VI

Após inúmeros encontros informais, o "Letras Tortas" teve sua sexta edição oficialmente realizada no nosso novo (nem tanto) ponto de encontro: o bar da Tia Emília, onde criamos um laço de amizade tão grande com os funcionários (os dois) do estabelecimento que ambos sentem nossa falta quando não aparecemos por lá. E até mesmo quando chegamos na hora do bar fechar, somos bem recepcionados (nós é que não sabemos a hora de ir embora!).
Pegar os resultados das provas sem deixar a mesa do bar, rodeada de amigos e álcool (ou não), foi o jeito mais interessante (e é o mais interessante) que este grupo achou para se juntar e celebrar o fim de mais um ciclo em nossas vidas.
Esta sexta edição pode ser melhor contada através das fotos que aqui estão.





"Será que eles vêm hoje?"






Olha a gente aí!






Garota-propaganda: quanto está o feijão?






"Olha pra lá, Danieeeeeeeeel"






Procura-se.






Gabi chegou!






Lúcia também. Beijo, me liga!






Duas meninas beijando uma loira.






Brinde!






Hã?






From us to our friend Endy!





Frases:

* "Aperta e segura."

* "Bota de novo!"

* "Não conheci nenhuma menina hetero em São Paulo."

* "Me dá um pau pereira."

* "Eu tenho noiva. Pronto, falei!"

* "Brinco com a sua também. Brinco com a de todos!"

* "A prostituta mais linda!"

* "Mostra o biquinho."

* "Ana, não vai embora, senão a gente chora."

* "A cerveja é de Deus!"

* "Isso é uma proposta? Olha que eu aceito..."

* "Tô quase aceitando. Manda mais uma que a gente vai."






Thriller?

Este "Letras Tortas" foi dedicado a Michael Jackson (ou não).

sexta-feira, 8 de maio de 2009

A situação da literatura no século XXI, sob o ponto de vista da ética/estética pós-moderna e da contribuição dos meios de comunicação de massa.

A situação da literatura no século XXI (dos anos 80 e 90 até os dias atuais) está calcada numa ética diretamente voltada para a pós-modernidade cuja consequência social e cultural é oriunda de um estágio do capitalismo. Não se trata de uma revolução (do moderno para o pós-moderno) e sim de uma mutação. A força do capital transforma as pessoas em uma sociedade menos humanizada: a ploriferação dos shoppings, o acesso a tecnologia de forma barata e a integração de todos a uma rede de comunicação são algumas das características mais básicas do capitalismo na pós-modernidade. A questão do capital também aparece na literatura a partir do momento em que não há mais a diferença entre erudito/popular, ficção e realidade, gêneros, estilos, etc. Tudo vira uma coisa só dentro de um âmbito mercadológico. A estética da arte também é afetada pelo capitalismo (responsável por transformar os ideais humanistas em consumo). Os ideais que existiam anteriormente - a vanguarda acreditava na possibilidade de mudar a sociedade criticando o que havia para derrubar e colocar algo novo no lugar, por exemplo - caem por terra. A arte é imediatista, artificial e pouco (ou quase nada) engajadora. Enquanto a vanguarda, com seus ideais humanistas, transmite a idéia de escola, de seguidores, a arte atual não segue escola de vanguarda alguma nem cria escola ou seguidores. Ela apenas se contenta com sua manifestação imediata sem buscar nada além disso.
Os meios de comunicação de massa contribuem de forma significativa para o cenário pós-moderno. Antes o livro era o meio que o poeta/escritor tinha de divulgar sua obra. Porém, com a pós-modernidade, aparecem outras possibilidades (blogs, orkut, a internet em geral) que fazem o poeta/escritor ser lido por milhares de pessoas. Esses novos meios (televisão, rádio, internet, etc) modificam a forma de expressão. Na verdade, eles se tornam parte da expressão e isto implica na modificação do receptor diante do meio que se apresenta a sua frente. Os meios de comunicação que surgem são tão majoritários (ao contrário do livro, minoritário) que se tornam mais importantes que a mensagem (um filme feito para o cinema, por exemplo, perde sua força na televisão).