Translate

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

XIV Bienal Internacional do Livro RJ/2009

A XIV Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro aconteceu mais uma vez no Rio Centro, espaço já acostumado com grandes eventos tal como este.

Sob a alcunha de professor, estive presente em três dos onze dias de Bienal sem pagar a entrada e ganhando brindes aos montes (principalmente no estande dos Estados Unidos - if you know what I mean, baby). Já sob a alcunha de poeta, troquei informações, conheci gente nova e não tão nova assim e apresentei meu novo projeto, "1,99 - Poesia até o último centavo" (mesmo sendo na clandestinidade).

A Bienal acabou. Agora a poesia volta para seus becos de costume. Os radicais agradecem a não-popularização da arte sem deixar a máscara cair. Até 2011.



















Emilene Stoianof





Ferreira Gullar




terça-feira, 8 de setembro de 2009

Descartáveis

Onde há fumaça, há fogo
uma saia curtinha
poesia
cigarros.

O que vem fácil, vai fácil
um beijo na boca
dinheiro
carros.

Descartável?
um alguém
uma noite
seringa e sexo.

Eu?
um sempre antes irresponsável
um sempre depois perplexo.






* "Descartáveis" é o sexto poema da plaquete "Os Sete Espelhos Quebrados".

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Toda noite é um todo

Toda noite é um todo
e que se foda
se eu não fodo
se eu não mordo
se eu não arranco pedaço
de algum cabaço louco

que se dane
se causo dano
a fulano ou ciclano
se a solidão é sozinha
quando a noite alheia
incendeia a minha
num fogo tamanho.

Tô nem aí
e nem Alá
há de me tirar daqui.

Giro a roda
passo o rodo
toda noite é um todo a se despir