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domingo, 16 de janeiro de 2011

Pessoas práticas não gostam de poesia
A poesia não possui inimizades
Pessoas práticas são pelo o que é e não pelo o que seria
A poesia não restringe suas possibilidades.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Letras Tortas IX (Endy in Rio)

A nona edição do Letras Tortas foi especial. E foram vários os motivos. Também chamado de Endy in Rio, devido a presença de nossa ilustre amiga em terras tupiniquins, o evento foi realizado na casa da transcendental Márcia "Marcinha" Lucius, cujas portas abertas receberam pessoas que há tempos não davam o ar da graça.

A mesa de bar deu lugar a um churrasco que teve de tudo um pouco. Desde Lâmina Blue (tocando ao vivo, mesmo com a presença de apenas 50% da banda - nota de registro: 25% da banda, ou seja, o baixista Alexandre Magoo, ficou responsável pelo churrasco após a despedida precoce do nosso amigo Daniel) até um ambiente de rave com Tiago, irmão da Marcinha.

Quem conhece o Letras Tortas, sabe que pérolas nunca faltaram. Elas estão sempre nos acompanhando em cada edição. Desta vez, não foi diferente. Porém, neste Letras Tortas, nada foi anotado. As coisas aconteceram e os alguns "pensamentos de efeito" foram ficando, ficando, ficando. Outros, infelizmente, caíram no limbo do esquecimento.

Mas você! É, você mesmo! Você que esteve lá. Você que participou. Você que é testemunha viva e ocular desta edição do Letras Tortas. Se você lembra de algo que foi dito e que não está aqui, devidamente registrado, manifeste-se! Deixe seu comentário! O Letras Tortas IX - Endy in Rio - agradece...


Ah, as fotos...



Luciana, Daniel, Márcia e Endy.





Momento piscina 1





Momento piscina 2 - Endy





Momento piscina 3





Galera





Momento refrescante





Madame




Momentos para não serem esquecidos:



CHURRASQUEIRO: AQUELE QUE NÃO NEGA FOGO.



JAMES JOPLIN, IRMÃO DO NIRVANA.



MAGICAL, LOGICAL, STUPIDAL.



ELES SÃO COMPOSITORES?



É MÚSICA PRA NOVELA DAS SETE.



MALHAÇÃO É SACANAGEM!



NO QUE A VIDA É, A BANANADA HÁ.



SOU CAOZEIRA...



SUA LINGUIÇA TÁ UMA DELÍCIA... QUENTINHA...



MAGOO, FICA QUIETO, SENÃO VOU LIGAR PRA GABRIELA.



A PIROCA ESTÁ PARA A BUCETA ASSIM COMO A BUCETA ESTÁ PARA A PIROCA.







Rave pra dois...





Rave pra três...





Rave pra quatro...





Cansaram?





Oh! Quem será?





Peo visto, o Letras Tortas IX - Endy in Rio - foi um sucesso!

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Poema-desertor (vídeo)




No youtube: http://www.youtube.com/watch?v=1eyW6r0Ac0A

sábado, 11 de dezembro de 2010

Centenário de Noel Rosa

11 de dezembro de 1910 - 11 de dezembro de 2010.





Minha parceria centenária com Noel Rosa: Vila

A Vila em dó maior
dá na garganta um nó
com um ré na história.

No braço do violão
apresenta à nova geração
relíquias da memória.

O mi bem dado do músico
com um fá com sétima lúdico
é a atração do bar.

O sol se põe no acorde
e lá vem a noite pra sorte
daqueles que querem sambar.

Vila - pilha do meu samba
passa das três da manhã
e todo mundo ainda canta.

Vila - boemia que atrai
passa das três da manhã
e ninguém se vai.

Baile Funk

Fui ao baile funk completamente nu
e despido do olhar pré-feito
o prefeito do salão
à presidente foi eleito
descendo até o chão
daquele jeito
numa celebração à resistência
à potência do batidão
sem pedir clemência
à higienização dos becos
dos guetos
dos pretos
no chicote da pele
na fuga do sangue
na senzala do corpo
na lei áurea da alma.

Com a noite em si
e a lua nos olhos
colou na cinturinha da Barra
mordeu o pescocinho de Ipanema
pegou na nuca de Copacabana
conheceu o high society
e Caxias dormiu feliz
coberto com suor de festa.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Intervalo

Sentido
sem tido
tempo
de temperá-lo
me interno
no seu intervalo.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Um por todos

Falávamos de bebidas, mulheres, futebol,
drogas, música, arte,
teores alcoólicos, gostosas nuas, sistemas táticos,
substâncias, bandas, livros...
entre peidos, arrotos, palavrões,
gritos e coçadas no saco...
sem esposas, noivas, namoradas,
mães, tias, avós...

Éramos bêbados, mulherengos, torcedores,
mal educados, largados, felizes,
livres...

Um dia a namorada foi embora
a noiva jogou o anel fora
a esposa sumiu com os filhos
a mãe largou o pai
a tia fugiu com o vizinho
a avó encontrou o avô no céu...

E antes que morrêssemos de cirrose
que ficássemos sem voz
que sumissem os palavrões
que queimassem os livros
que censurassem a sacanagem...

soubemos que a namorada levara um pé na bunda
que a noiva virara puta
que a esposa vendera os filhos
que a mãe morrera na mão do amante
que a tia sumira do mapa
que a avó caíra no esquecimento...

e todas voltaram sem nome, sobrenome,
pronome, definição, designação,
sentido fechado, signo reduzido...
voltaram em cada gota, em cada trago,
em cada comentário, em cada gesto,
em cada um...
no que falávamos, no que éramos.