injusto
ela engole
eu cuspo
manter a casta
a que custo
se depois do saber
vem o susto?
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
domingo, 5 de janeiro de 2014
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
De onde não se vê
Todas dançam sob os holofotes.
Olho, de onde não se vê, peitões acostumados a me nocautear,
peitinhos durinhos que caberiam na minha mão,
bundas necessitadas de uma boa comida,
bundas pedindo o que só quem está fora dos holofotes consegue ouvir.
Penso no que eu não faria com elas na delegacia, na igreja, no hospital, na escola, no tribunal.
Todas dançam, mesmo sem holofote.
Pegam a lanterna, abrem a geladeira e logo estão no centro, no meio, no alvo.
Olho, de onde não se vê, peitões acostumados a me nocautear,
peitinhos durinhos que caberiam na minha mão,
bundas necessitadas de uma boa comida,
bundas pedindo o que só quem está fora dos holofotes consegue ouvir.
Penso no que eu não faria com elas na delegacia, na igreja, no hospital, na escola, no tribunal.
Todas dançam, mesmo sem holofote.
Pegam a lanterna, abrem a geladeira e logo estão no centro, no meio, no alvo.
terça-feira, 24 de dezembro de 2013
Amanhã 26
O mendigo barbado, cabeludo, sujo, com panos de chão a cobrir-lhe a alma, dribla a segurança e bate à sua porta uma vez por ano, uma noite, uma.
Você que espera o presente cujo
futuro transformará em velharia, mal vê a sandália que separa a sola de outro pé do chão compartilhado.
As chibatadas dos seus olhos vingam a falha da segurança nos olhos remelentos e bem acordados a constatar o sono profundo de muitos outros.
A luz piscante, a comida farta, a roupa nova, a voz alta, tudo expulsa quem já está lá fora, dono de outra coisa que não vem de dentro das cercas.
O segurança transtornado pega o mendigo pelo pescoço e o arrasta para longe, ainda mais, entre seus pedidos de desculpa à família ameaçada.
Ganha umas porradas e vai embora por aí antes que o amanhã 26 chegue e ele volte a apenas decorar as mesmas casas.
Você que espera o presente cujo
futuro transformará em velharia, mal vê a sandália que separa a sola de outro pé do chão compartilhado.
As chibatadas dos seus olhos vingam a falha da segurança nos olhos remelentos e bem acordados a constatar o sono profundo de muitos outros.
A luz piscante, a comida farta, a roupa nova, a voz alta, tudo expulsa quem já está lá fora, dono de outra coisa que não vem de dentro das cercas.
O segurança transtornado pega o mendigo pelo pescoço e o arrasta para longe, ainda mais, entre seus pedidos de desculpa à família ameaçada.
Ganha umas porradas e vai embora por aí antes que o amanhã 26 chegue e ele volte a apenas decorar as mesmas casas.
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
Paga pra ver
muita hora nessa calma
na qual o anti-consumismo
vende a própria alma
e se põe como o último
animal da nossa fauna
na qual o anti-consumismo
vende a própria alma
e se põe como o último
animal da nossa fauna
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