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sábado, 2 de julho de 2011

Espelho*

Um dia
me peguei com os olhos fixos no espelho
quem diria?
foi a imagem do meu velho que me veio
de quem mais seria?
quando ele se foi, fiquei partido ao meio
uma ducha fria
uma facada profunda no peito.

- Meu moleque
de dentro do espelho ele me falou
- A barra não é leve
eu também já senti falta do seu avô
mas supere
minha vida sem ele continuou
Deus te cerque
no caminho que seu velho começou.

Tá na voz pra cantar
tá na inspiração
tá na mesa do bar
tá na palma da mão
na linhagem do samba
hereditária é a canção
é o tato, é o trato, é o toque, é a tradição.

- Onde estava você
quando corri pra comemorar aquele gol?
Queria te dizer
dos corações que seu filho conquistou
Na hora de crescer
aprendi a não dar mole, não senhor
Até porque
o sangue dos Nogueira mais alto sempre falou.

Um dia
me peguei com os olhos fixos no espelho
quem diria
foi a imagem do meu velho que me veio
mas que alegria!
Alguém lá em cima atendeu meu anseio
e a poesia
pareceu tomar conta do mundo inteiro.

Tá na voz pra cantar
tá na inspiração
tá na mesa do bar
tá na palma da mão
na linhagem do samba
hereditária é a canção
é o tato, é o trato, é o toque, é a tradição (velho João).



*Esta letra nunca chegou ao conhecimento de Diogo Nogueira...

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